quinta-feira, 14 de julho de 2011

Playlist: Top 5 Trilhas Sonoras


Faz muito tempo que não faço um top 5 por aqui, então resolvi falar sobre as minhas músicas favoritas de trilhas sonoras. Nem todas elas são canções originais dos filmes nos quais aparecem, mas sem dúvida todas valem a pena serem ouvidas.
Where is my mind – Com guitarras estridentes e sons de caixa de bateria arredondados, o Pixies cria uma irreverente e deliciosa sonoridade para esta música, que apresenta os créditos finais de ‘Clube da Luta’, de David Fincher
Bang bang (Baby Shot Me Down)– As trilhas de Tarantino são sempre um mergulho nostálgico e delicioso ao passado e não é diferente com esta faixa de Nancy Sinatra, resgatada de 1966. Ao invés de parecer pobre, a produção simples se adequa à canção de forma bem mais orgânica do que a da versão original, gravada por Cher.
Streets of Philadelphia – Vocais granulados e bateria sintetizada dão o tom fúnebre desta canção, que abre o igualmente triste filme Philadelphia, que deu a Tom Hanks o Oscar de melhor ator
Under The Sea/ Aqui no Mar ‘Under The Sea’ representa todo o preciosismo da trilha de ‘A Pequena Sereia’, mesclando uma infinidade de instrumentos acústicos e eletrônicos para criar um ritmo que se aproxima bastante do calypso e ainda se manter apropriada e atrativa para o público infantil. Destaque também para a excelente estrutura de rima da canção.
Stayin Alive  - canção icônica dos anos 70, Staying Alive traz algumas marcas registradas do Bee Gees: vocais incrivelmente agudos, uma linha de baixo deliciosa e arranjo psicodélico. Melhor impossível.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Como Identificar Fãs Cegos (e depois correr)

Quem transita com bastante freqüência pelo universo pop certamente já se viu cara a cara com um fã-cego. Assumidamente a pior e mais complicada classe de fãs no planeta, estes fãs exageradamente apaixonados podem trazer alguns problemas( ou piadas). Por isso, o Meu Boombox faz hoje um serviço de utilidade pública e te ensina a identificar um:
Antes de qualquer coisa, fãs cego têm o brilho da loucura no olhar. Você deve saber desde o começo que discutir com um deles não vai te levar a lugar nenhum e que qualquer crítica feita a seu ídolo será tomada como pessoal. Sendo cego, esse tipo de fã não responde a argumentação, fatos ou orações.
Outra característica peculiar é que um fã cego NUNCA admite um flop: comente com um fã de Christina Aguilera que ‘Not Myself Tonight’ foi um fiasco e ele certamente se defenderá dizendo que a faixa foi top 5 na Estônia, Uzbequistão do Sul e outros mercados extremamente importantes para a indústria fonográfica
Algo que também não deve deixar de ser mencionado é que um fã cego de verdade não sabe categorizar tipos de informação: ele provavelmente vai rebater uma critica de natureza artista com uma informação mercadológica. Experimente dizer a um fã de Britney Spears que ela dança mal, canta ainda pior e está gorda e seu argumento provavelmente será rebatido com algo brilhante como “mas a turnê está esgotada”.
Para finalizar, vale dizer que fãs cego não têm conhecimento de mundo:É comum ouvir fãs de Lady Gaga dizendo que ela inventou o visual estranho (oi, Grace Jones!) ou fãs de Adele dizendo que ela é a primeira gorda do mundo pop (Britney tá aí há anos...)
Mas como já havia alertado no inicio deste post, discutir com um fã cego is no good: caso você não pareça convencido por nenhum dos seus argumentos, ele provavelmente vai te chamar de feio e bobo, tentar te bater, fazer a coreografia de till the world ends ou (o mais clássico de todos) dizer que você tem INVEJA do artista dele e te mandar fazer melhor. Depois não diga que eu não avisei....

domingo, 19 de junho de 2011

Rock Me - Melanie C


As ex-Spice Girls parecem eternamente fadadas ao flop. Se no começo de suas carreiras solo algumas até tenham conseguido alguma projeção, nos últimos anos o mercado tem sido atroz com todas elas, já que nunca conseguirão repetir individualmente o sucesso do grupo.
Melanie C, a única a obter desempenho solo razoavel, lançou há poucos dias o single ‘Rock Me’, que pretende impulsionar seu próximo disco. Pretende, porque se o refrão da canção não é contagiante o bastante para conquistar o ouvinte logo na primeira audição, a música tampouco parece ter a cara dos clubes noturnos. Apesar da levada dance pop, a produção excessivamente simplista para uma gravação desta tipo deixa a faixa sem a profundidade necessária.
Porém, a canção falha mesmo nos vocais. Não, Mel C não desafina em nenhum momento, mas sua voz soa desapropriadamente mal trabalhada e amadora (como toda a faixa) para uma gravação dance.
Embora aposte num formato nada inovador e bastante recorrente no mercado, ‘Rock Me’ é prejudicada acima de tudo pela produção pedestre e amadora de Dave Roth e Andy Chatterley.

domingo, 12 de junho de 2011

Os Gays e a Sensualidade do Mundo Pop

 
Esta semana Shakira lançou o vídeo para o single ‘Rabiosa’, no qual protagoniza cenas no mínimo pouco ortodoxas. Este excesso de sensualidade (e sexualidade) feminina, porém, é apenas um sintoma da máquina pop, que, ironicamente, tem como principal público os gays e as mulheres.
Ora, sendo assim, não seria mais natural que o universo pop fosse ilustrado com mais freqüência por rapazes atraentes e musculosos, em contra-resposta ao que fazem os rappers, que para agradar a massa masculina que os segue abusa dos luxuosos carros tunados e mulheres voluptuosas usando pouquíssima roupa?
Há quem diga que é o machismo tomando conta: corra para onde correr, é a imagem da mulher-objeto que domina, sempre numa tentativa de atender ao homem heterossexual. Porém, uma mente pouco menos desavisada veria que esta característica não só pertence como define o universo pop.
Povoado por ícones femininos, que nos anos 80 pregaram a emancipação sexual, o mundo pop como o conhecemos hoje foi construído em torno das imagens ultra-sexualizadas de Madonna, Grace Jones , que abusavam de roupas sensuais e coreografias sensualíssimas para auto-afirmar a mulher como parte ativa da sociedade. Todo este Girl Power atraiu o público gay, que encontrou no pop um veículo no qual se projetar e reconhecer.
Ora, quantos não são os resultados obtidos ao se digitar no youtube palavras como “Madonna + coreografia”? Faça isso e encontre uma miríade de vídeos nos quais jovens (ou não tão jovens) reproduzem atitudes e movimentos sensuais de ícones pop, encontrando neles uma forma de expressarem a si mesmos.
Um gay de fato não vai se sentir atraído ao ver Shakira deslizando provocantemente em um cano de ferro, mas certamente vai admirar, se identificar e se realizar com o feito.

sábado, 4 de junho de 2011

O Pop em Sua Melhor Forma



Beyoncé é indiscutivelmente o maior nome da cena pop da última década. Em tempos de gaguismos e “performers” que mal conseguem andar e cantar sem a ajuda do auto-tune, ela é parte do seleto grupo de artistas atualmente charteando que consegue segurar um show por mais de 5 minutos sem roupas de carne, mesmo que vem por outra dê uma escorregadela aqui e ali.
Ela vem reafirmar sua posição no vídeo acima, que fala por si só.
É o pop em sua melhor forma.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Yesterday all my troubles seemed so far away!


No último domingo tive a oportunidade de ver de perto uma lenda viva, um dos maiores compositores do rock do todos os tempos, um dos mais importantes membros de uma das bandas mais célebres de todos os tempos, sir Paul McCartney. Macca passou pelo Rio de Janeiro com sua Up and Coming Tour, provavelmente o melhor espetáculo que já vi na vida.
No geral, quando se fala em espetáculos de turnê, os setlistings são sempre bastante óbvios. Salvas uma ou outra exceções,eles se limitam a uma compilação de singles acumulados ao longo da carreira acrescentados de uma ou duas músicas novas (de preferência, os singles mais novos). No caso de Macca, a história é diferente. Com um sem fim de singles de sucesso, seja em sua carreira solo ou com os Beatles, Paul parece fazer um equilíbrio ao montar um programa que inclua as canções que o público quer ouvir e as que ele e sua banda queiram cantar, e a estrutura do espetáculo bastante simples do ponto de vista estrutural (à exceção das gigantescas videowalls que cobrem as laterais do palco), permite que o setlit seja alterado com facilidade. Assim, não há major ou minor hits e as canções que te aguardam no show são sempre uma surpresa: Sem a menor intenção de cobrir seus cerca de 50 anos de carreira, Paul acomoda singles de sucesso como ‘Let It Be’ ou ‘Live and Let Die’ ao lado de b-sides como ‘Blackbird’ ou ‘Sing The Changes’ sem demonstrar a menor resistência em cantar sucessos de sua antiga banda. Ah,  e para lucro de todos, ele canta nada menos do que trinta canções (isso mesmo. TRINTA)e passa as quase três horas de espetáculo alternando entre diferentes guitarras ou pianos.
Além de tocar instrumentos durante absolutamente todo o espetáculo, Paul fez questão de ocupar todo o estádio com incríveis carisma e simpatia em doses homéricas (e até arranhou umas frases desajeitadas em português). Tudo isso aliado ao fato de ele ter cantado TODAS as minhas favoritas fizeram da Up and Coming Tour aquele que provavelmente será o melhor show que já vi!

domingo, 8 de maio de 2011

Música pra quê?


Há alguns dias, em entrevista à Billboard norte-americana, Adele disse “Não faço música para os olhos. Faço música para os ouvidos”. A frase cordial é uma critica velada à própria natureza do pop mainstream, que ao longo dos anos vem jogando no mercado artistas que atraem mais por sua imagem do que por sua música.
E se em algums casos, a música não tão boa vem com um invólucro visual bem interessante (afinal de contas, aqui é o Pop World. A imagem é tudo), em outros nada dá certo: a música se limita e reproduzir chavões, a voz vem apoiada por muito auto-tune, o corpinho recebe doses homéricas de photoshop e na hora de dançar...alguém já pensou em dublê?
Se estabelecendo mais como entertainers do que como artistas musicais, esses nomes (como Britney, Kesha e quase todas as crianças da Disney, para citar uns poucos) vendem muito mais música, acima de tudo, por seu carisma. Afinal de contas, utilizando as palavras da própria Adele, não se trata de música para os olhos e tampouco para os ouvidos. A persona artística toma muito espaço do que a própria arte.
Mas no fim das contas, se a questão é simplesmente entreter por entreter, por que não abrir um circo?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Run The World (Girls)

Beyoncé anunciou seu retorno às paradas com o lead single ‘Run The World (Girls)’. Apostando numa sonoridade mais étnica, a cantora busca com o novo trabalho, acima de tudo, escapar do eletropop batido que domina a cena pop e esta característica é tanto o ponto positivo quanto negativo da canção: a faixa não parece com qualquer coisa que você já tenha ouvido tocando forte nas rádios e por isso mesmo dá para se perguntar se esta foi uma boa escolha para primeiro single.
Trabalhando com temática feminista (como já é de costume no trabalho de Beyoncé) a faixa parece muito segmentada, fazendo curvas sonoras demias para um som que deve, acima de tudo, se fixar na cabeça do ouvinte e nem mesmo o refrão cheio de acompanhamento vocal, como nos tempos do Destiny Child, parece grudento o bastante para dar à faixa o caráter viciante de singles como 'Irrepaceable', 'Crazy In Love' ou 'Single Ladies'. 
Embora apresente um pouco de visão (ou preocupação), 'Run The World' não representa, de fato, um avanço para a carreira de Beyoncé (assim como seus últimos discos não o faziam) e se em seu último trabalho de estúdio ela surgia mais aberta e eclética, agora suas influências urbanas surgem mais fortes, e embora seja cedo para falar de desempenho (os singles de Beyoncé sempre chegam de mansinho), é inevitável pensar no desempenho global da canção e, possivelmente, do próximo disco.